Dia 26 de abril é o dia nacional de prevenção e combate à hipertensão arterial.
Neste artigo, vamos explicar como a hipertensão se desenvolve, seus principais sintomas e medidas preventivas essenciais para controlar essa condição.
A hipertensão arterial, comumente conhecida como pressão alta, é uma condição médica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.
A hipertensão arterial, comumente conhecida como pressão alta, é uma condição médica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Caracterizada pelo aumento persistente da pressão que o sangue exerce contra as paredes das artérias, a hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Como a Hipertensão é Desenvolvida?
A hipertensão pode ser influenciada por diversos fatores, tanto genéticos quanto ambientais. Entre as causas mais comuns estão:
- Genética: Histórico familiar de hipertensão aumenta as chances de desenvolver a condição.
- Idade: O risco aumenta conforme as pessoas envelhecem, devido à natural perda de elasticidade das artérias.
- Estilo de vida: Fatores como dieta rica em sal, sedentarismo e consumo excessivo de álcool contribuem significativamente.
- Obesidade: O excesso de peso exige mais esforço do coração para bombear sangue, aumentando a pressão nas artérias.
- Estresse: Níveis elevados de estresse podem causar aumentos temporários na pressão arterial.
Quais são os Sintomas da Hipertensão?
Um dos grandes desafios da hipertensão é que ela frequentemente não apresenta sintomas evidentes. No entanto, alguns sinais podem ser indicativos, especialmente em casos de hipertensão severa, incluindo:
- Dores de cabeça frequentes
- Tonturas ou vertigens
- Visão borrada
- Falta de ar
- Sangramento nasal
Devido à sua natureza muitas vezes “silenciosa”, é crucial realizar medições regulares da pressão arterial para detectar possíveis elevações antes que complicações mais graves ocorram.
Dados Estatísticos no Brasil
De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 24,7% dos adultos brasileiros são diagnosticados com hipertensão. Este número aumenta significativamente em idades mais avançadas, atingindo mais de 50% da população acima de 60 anos.
Impacto na Saúde Pública
A hipertensão é responsável por cerca de 30% dos casos de doenças cardiovasculares no país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Estima-se que as complicações decorrentes da hipertensão, como AVC e infarto, são causas principais de mortes e incapacitações prematuras, reforçando a necessidade de medidas eficazes de prevenção e controle.
Medidas Preventivas e Hábitos Saudáveis
A prevenção da hipertensão envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, medicamentos. Seguem algumas recomendações para manter a pressão arterial sob controle:
1. Manter uma Dieta Equilibrada
Uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais, e pobre em gorduras saturadas e colesterol pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Reduzir a ingestão de sal é especialmente importante, pois o sódio pode elevar significativamente a pressão arterial.
2. Praticar Exercícios Regularmente
A atividade física regular — como caminhar, nadar ou andar de bicicleta — pode ajudar a baixar a pressão arterial e manter o peso sob controle.
3. Limitar o Consumo de Álcool e Evitar o Tabagismo
O consumo moderado de álcool pode ter alguns benefícios para a saúde cardiovascular, mas o excesso pode aumentar a pressão arterial. Parar de fumar é essencial, pois o tabaco é um fator de risco importante para doenças cardiovasculares.
4. Gerenciar o Estresse
Técnicas de relaxamento como meditação, yoga e respiração profunda podem ajudar a reduzir o estresse e, por consequência, a pressão arterial.
5. Monitoramento Regular da Pressão Arterial
Verificar a pressão arterial regularmente é vital para o controle da hipertensão e para ajustar o tratamento quando necessário.
Ao incorporar esses hábitos saudáveis em sua rotina, você pode não apenas controlar a hipertensão mas também melhorar sua qualidade de vida de modo geral. Lembre-se de consultar regularmente seu médico e seguir as orientações médicas específicas para sua condição.
Fonte:
- Sociedade Brasileira de Cardiologia.
- Ministério da Saúde
- https://www.hcor.com.br